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sábado, 23 de maio de 2015

Bin Laden é o Bruce Wayne

Bin Laden

Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o taliban do Orkut, o barman em Beirute
curte o Cobain e o Leonard Cohen
depois daquela estrela já é segunda-feira
seu endereço na Praça da Bandeira
me dá corda pra essa prosa nonsense
o milionário do revange o Batman do C.I.A
e um litro de Almadén
mistura sua figura na minha cabeça
sou andarilho de Santa Tereza
me aguenta mais um pouco
falta tanto pro seu rosto desaparecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e não for o comissário e em for da Al-Qaeda
e nem for você

Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o Batman do Frank, o tanque ianque
tocava o Cobain também e até o Rage Against
e por ela andava a vista embaralhava
além do horizonte o front de batalha
em BH em Bagdá ou Israel
eh de viajar sobre tu piel
duas vezes antes o ctrl-alt-del
e até a Batgirl
escolhe um alter-ego nesse pulp-fiction
escolhe um gosto outro pro seu establishment
que te invento mais um rosto
que me invento mais um gosto
falta pouco pra acontecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e nem for o comissário e nem for da Al-Qaeda

e nem for você

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Lua Nova


então o sol me fez brilhar em tudo que ele se esqueceu
então o sol me fez o estar escuro que parece luz
e eu seria uma luz estranha a espera de um outro olhar

“e se você quiser saber pra onde eu vou” entenda:
eu vou pra onde o sol não pode estar

vem sem brilhar um brilho sem razão solar
de um espelho negro contra luz
você já sabe tanto quanto eu

que o sol não se esconde aonde eu quero estar

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Charleville I



I

Quando eu nasci
ainda decidiam-se quais dylans
se diriam seus em desolation-rows

em Charleville ainda não se sabiam sons 
nem morrisons de paris-lost-tape-odeons

pra mim um não é quase um sim 
que se esmera em esconder-se 
no escuro de um poema claro

em Charleville ninguém podia esquecer 
que eu vim (viria ser)
eu mesmo escravo

II

Quando eu nasci
cinderella seems so easy 
e órfãos se afagariam em cinquenta-tons-de-cinza

em Charleville meu moonlight drive drive-me 
kata-ton-daimona-eaytoy noutra língua

pra mim um não é quase um sim 
talvez se vir vertigens
envergarem outra história

em Charleville eu sou o meu fiel escravo 
espelho joelho e lapso
de memória

III

meu moonlight-drive drive-me

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Todos os Dias

pode vir em preto e branco pra mim
que eu sou capaz de construir recomeços
pode vir em cinza insone e jasmim
que sou capaz de apaziguar os erros

erros que eu não fiz
mas fizeram-se assim
e aqueles que você fez
trouxeram você pra mim

hoje é o erro mais feliz
de todos os dias que eu cometi

segunda-feira, 10 de março de 2014

1:16

já deve ser quase seis da manhã
mas não me adianta dizer que horas são
cada oração tem sua hora e seu lugar
se é pra antes de dormir ou pra depois de acordar
se é pra antes de dizer ou pra depois de arrepender
se é pra pedir ou pra deixar exatamente como está
eu sou um resquício do que foi um dia ensolarado
eu sou o desperdício necessário
a um fim de dia despertado pelo fim da noite (essa madrugada)
que se desgarra e não tem horas e nem nada a declarar
cumpre dizer que as horas somem e assumem um palco farto de poesia
o sol já foi embora há horas, há dias,
disfarça bem que bem me disfarço
não adiantaria me dizer o que eu tento ou que eu faço

não adiantaria me dizer no tempo ou no espaço

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Meus discos de 1980

Cheap trick
romantics
o steel do judas priest

angel witch
english beat
end of the century

ou lou reed
loud ’n’ clear
in double fantasy

the police
human league
kiss com peter criss

(mas o que ela gosta mesmo é do scary monsters!)

Xanadu
winter moon
metal-rendez-vous

fresh fruit
kate bush
radio friendly rush

inside job
robber ford
devo freedom of choice

avoid freud
u2 boy
oh my blizzard of ozz!

(mas o que ela gosta mesmo é do scary monsters!)

Talking heads
zappa acts
triplo do the clash

back in black
sound affects
stations of the crass

steely dan
sweet band
fall totale’s turns

gentlemen
(oh my god!)
take the polaroids

(mas o que ela gosta mesmo é do scary monsters!)

Joe’s garage
just one nigth
heartattack and vine

hypnotised
crocodiles
hotter than july

ace of spades
whitesnake
making dire straits

heaven and hell
beleléu
accept, i’m a rebel, spell!

(mas o que ela gosta mesmo é do scary monsters!)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Linda blair head spin


É que pra mim não dá mais,
só te lembro sorrir
quando a luz te apagou no bar
eram três da manhã e a maçã desbotou
ao pavor do seu head out bleed
espiral de atenção redenção corporal
dowsed in mud and soaked in bleach
and the devil said unto him,
all this power will I give thee,
and the glory of them: for that

linda blair head spin sacre coeur mère de dieu
frances bean soaked in bleach lucifer leitmovit
linda blair linda blair!
linda blair head spin sacre coeur mère de dieu
frances bean soaked in bleach linda blair linda blair!

and the devil said unto him,
all this power will i give thee,
and the glory of them:
for that is delivered unto me;
and to whom i will i give
and to whomsoever i will i give it
(and I will give up too)

get behind me get behind me
get behind me go go go go go go!

linda blair head spin sacre coeur mère de dieu
frances bean soaked in bleach linda blair linda blair!
linda blair head spin sacre coeur mère de dieu
frances bean soaked in bleach linda blair linda blair!

get behind me get behind me
get behind me go go go go go go

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

São Sebastião


assino São Sebastião no meu pulmão respira a flecha que me ampara

deixa fazer a redenção do coração me tatuar as três palavras
uma que sei é solidão, a outra não dispenso a dor pra desenha-la
aqui no vão do peito meu se o rei judeu me defender com sua arma

assino São Sebastião ressurreição pra ser honesto eu nem esperava
já tatuava em minha razão a progressão de fibonacci a regra áurea

o meu corpo sangra e ri
enquanto a morte não chegar
surge a face maori
em espirais de lágrima

se o meu corpo sangrar

se o meu corpo sangrar

pra disfarçar a cicatriz fiz essa aqui tipo uma rosa tatuada
seu nome escrito sobre mim na letra phi, a flor-de-lis desavisada

no meu corpo sangra

no meu corpo sangra
no meu corpo

essa tatoo em nu azul de henri matisse mais te revela do que apaga
era o seu nome a cicatriz que eu mesmo quis, a flecha só te realçava

o meu corpo sangra e ri
quanto a morte não chegar
surge em mim a maori
face em espirais de lágrima

se o meu corpo sangrar

se o meu corpo sangrar
se o meu corpo