sábado, 23 de maio de 2015

Bin Laden é o Bruce Wayne

Bin Laden

Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o taliban do Orkut, o barman em Beirute
curte o Cobain e o Leonard Cohen
depois daquela estrela já é segunda-feira
seu endereço na Praça da Bandeira
me dá corda pra essa prosa nonsense
o milionário do revange o Batman do C.I.A
e um litro de Almadén
mistura sua figura na minha cabeça
sou andarilho de Santa Tereza
me aguenta mais um pouco
falta tanto pro seu rosto desaparecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e não for o comissário e em for da Al-Qaeda
e nem for você

Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o Batman do Frank, o tanque ianque
tocava o Cobain também e até o Rage Against
e por ela andava a vista embaralhava
além do horizonte o front de batalha
em BH em Bagdá ou Israel
eh de viajar sobre tu piel
duas vezes antes o ctrl-alt-del
e até a Batgirl
escolhe um alter-ego nesse pulp-fiction
escolhe um gosto outro pro seu establishment
que te invento mais um rosto
que me invento mais um gosto
falta pouco pra acontecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e nem for o comissário e nem for da Al-Qaeda

e nem for você

terça-feira, 28 de abril de 2015

indo para a Polyssom


sábado, 18 de abril de 2015

Maybe Not

arm lock van gogh hegel
rock spock in turning table
just one shot the very last level
hot spot spinal shock fairy tale
maybe not

sábado, 11 de abril de 2015

Rosa Mystica


Ray


quinta-feira, 9 de abril de 2015

Lua Nova


então o sol me fez brilhar em tudo que ele se esqueceu
então o sol me fez o estar escuro que parece luz
e eu seria uma luz estranha a espera de um outro olhar

“e se você quiser saber pra onde eu vou” entenda:
eu vou pra onde o sol não pode estar

vem sem brilhar um brilho sem razão solar
de um espelho negro contra luz
você já sabe tanto quanto eu

que o sol não se esconde aonde eu quero estar

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Astrólogo II


ângulos descritos por impasse rápido de paralaxe
isso que você tem na mão pertence a um planeta
a hora e o desenho que enfeita o céu te configura
nada nunca deve ser feito sem a assistência da lua
ela te olha de volta com a mesma escura pergunta
enquanto mercúrio se encarrega de outras chaves
esperamos quem sabe venham em retas e curvas
a lua te olharia de volta referências desconhecidas
quanto ao sol: os planetas temem suas conjunções
meio céu descendente quadra e meia o céu inferior
o rigor dos planetas regendo suas casas angulares
cada planeta por cada afetado o quatro lar sagrado
e a casa sete me segue pelos ares parada parceira
e a casa dez de medo desiste e me segue no mundo

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Astrólogo I


rege o astro regente
de toda gente nascida
letra e número dividida
escrita tudo por nove
menos quanto possível
um sol quatro e sóis
se dois ou sete a lua e três
júpiter cinco mercúrio seis
vênus oito saturno marte
adiante motivo mais tarde

nome dela e da mãe
do pai dividido por doze
leão se um dois de juno
aquário três de três vezes vestal
capricórnio se quatro
sagitário e câncer
cinco e seis antes
vênus touro paládio
vulcano de oito
de libra e de áries
o nove de marte 
escorpião se for dez
virgem onze a idade
peixe vivo de doze 
febo gêmeo ninguém


just in case
marla whatching 
white moon face 

quarta-feira, 1 de abril de 2015

Juliano... hoje!


terça-feira, 31 de março de 2015

Done Heap


sábado, 28 de março de 2015

em algum show no passado


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Charleville I



I

Quando eu nasci
ainda decidiam-se quais dylans
se diriam seus em desolation-rows

em Charleville ainda não se sabiam sons 
nem morrisons de paris-lost-tape-odeons

pra mim um não é quase um sim 
que se esmera em esconder-se 
no escuro de um poema claro

em Charleville ninguém podia esquecer 
que eu vim (viria ser)
eu mesmo escravo

II

Quando eu nasci
cinderella seems so easy 
e órfãos se afagariam em cinquenta-tons-de-cinza

em Charleville meu moonlight drive drive-me 
kata-ton-daimona-eaytoy noutra língua

pra mim um não é quase um sim 
talvez se vir vertigens
envergarem outra história

em Charleville eu sou o meu fiel escravo 
espelho joelho e lapso
de memória

III

meu moonlight-drive drive-me

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A fistful of Gitanes




"Apreciei demais essa continuação inventada. A quanta coisa limpa verdadeira uma pessoa de alta instrução não concebe! Aí podem encher esse mundo de outros movimentos, sem os erros e os volteios da vida em sua lerdeza de sarrafaçar. A vida disfarça? Por exemplo"

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sacre Coeur


sábado, 19 de julho de 2014

Seed Sense


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Todos os Dias

pode vir em preto e branco pra mim
que eu sou capaz de construir recomeços
pode vir em cinza insone e jasmim
que sou capaz de apaziguar os erros

erros que eu não fiz
mas fizeram-se assim
e aqueles que você fez
trouxeram você pra mim

hoje é o erro mais feliz
de todos os dias que eu cometi

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Thiago Pereira: jornalismo cultural

http://thiagopereirajornalista.com.br

terça-feira, 29 de abril de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

1:16

já deve ser quase seis da manhã
mas não me adianta dizer que horas são
cada oração tem sua hora e seu lugar
se é pra antes de dormir ou pra depois de acordar
se é pra antes de dizer ou pra depois de arrepender
se é pra pedir ou pra deixar exatamente como está
eu sou um resquício do que foi um dia ensolarado
eu sou o desperdício necessário
a um fim de dia despertado pelo fim da noite (essa madrugada)
que se desgarra e não tem horas e nem nada a declarar
cumpre dizer que as horas somem e assumem um palco farto de poesia
o sol já foi embora há horas, há dias,
disfarça bem que bem me disfarço
não adiantaria me dizer o que eu tento ou que eu faço

não adiantaria me dizer no tempo ou no espaço

domingo, 12 de janeiro de 2014

o modo de realização nos corpos


a extensão, como tal, mesmo a extensão material, grosseira, é uma perfeição. o modo de realização nos corpos é, certamente, extremamente defeituoso, exatamente como nosso pensamento discursivo é um modo de reflexão extremamente defeituoso