#quartzo #dia04 #paralaxe10anos
Hoje é dia de apresentar "Lázaro" para vocês!
Canção do terceiro álbum da Paralaxe, "Deus ex Machina", aparece em "Quartzo" vestida elegantemente em um arranjo meio western spaghetti, belíssimo e exato.
"...esse perfume caro, pode chamar de Lázaro!"
Fala Fred!
"O disco 'Deus ex Machina' propõe narrativas religiosas descontextualizadas: pessoas comuns tangem a transcendência mística pela aproximação (ora simbólica, ora fortuita) de aspectos rotineiras de suas vidas normais com o histórico de personagens bíblicos conhecidos.
Na canção ‘Lázaro’ é assim. Diferentemente da contraparte bíblica, o eu-lírico da música nega... mais que isso, roga para que lhe seja negado o milagre da ressurreição (“viver pode ser mais difícil ainda, prefiro não ser um milagre”). Uma coisa que me intriga é que Nick Cave e Jack White plagiaram a nossa letra (Dig, Lazarus Dig! e Lazaretto). podem conferir aí, o nosso Lázaro é bem anterior ao deles... : )'
Estende-se da música propriamente dita à poesia incluindo o emprego de modos musicais de caráter patético, descrições de cenas desencorajantes - sobretudo as que inspiram o temor da morte e o desapreço dos deuses - a expressão de lamentações e queixumes, atribuída a heróis ilustres, narrativas não edificantes, representações trágicas, que induzem ao domínio das paixões violentas, e as cômicas, favoráveis ao desequilíbrio da conduta.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
domingo, 13 de setembro de 2015
Quartzo Dia 03 - Eduardo Recife
#quartzo #dia03 #paralaxe10anos #eduardorecife
Eduardo Recife é o nome responsável pela capa do "Quartzo"
O artista mineiro já assinou uma série de trabalhos com o pessoal da música mundo afora - embaixo, destacamos uma que ele fez para o Arcade Fire - e é assumidamente uma influência estética para a Paralaxe
Imagina a felicidade dos caras em ter essa linda capa assinada por ele então...
quem quiser saber mais informações sobre esse grande artista, é só acessar: http://www.misprintedtype.com/
Eduardo Recife é o nome responsável pela capa do "Quartzo"
O artista mineiro já assinou uma série de trabalhos com o pessoal da música mundo afora - embaixo, destacamos uma que ele fez para o Arcade Fire - e é assumidamente uma influência estética para a Paralaxe
Imagina a felicidade dos caras em ter essa linda capa assinada por ele então...
quem quiser saber mais informações sobre esse grande artista, é só acessar: http://www.misprintedtype.com/
sábado, 12 de setembro de 2015
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Quartzo dia 02 - Bin Laden é o Bruce Wayne
#quartzo #dia02 #paralaxe10anos #binladenéobrucewayne
...COMEÇANDO!
Dia 11 de setembro, taí a primeira música do "Quartzo"
Não dava pra ser outra: "Bin Laden é o Bruce Wayne"
Registrada primeiramente no disco "Under Pop Pulp Fiction" (2007) a canção aqui ganha elegante registro, arquitetado na maravilhosa linha de contrabaixo de Felipe Fantoni- um dos muitos colaboradores do disco (com calma vamos revelando os outros nomes que pintam no "Quartzo"). Destaque também para o solo de guitarra do Rafa, absolutamente soft e setentista, meio Steely Dan...
Fred HC dá a letra da letra... "Saiu depois de eu ler um post inflamado no Orkut sobre o Batman do Frank Miller. A música fala sobre alguém lamentando um relacionamento distante enquanto, sonolento diante da TV, é bombardeado por notícias de terrorismo, cavernas no Afeganistão com tecnologia hi-tech de bat-cavernas, heróis que pela sede de vingança parecem piores que vilões, assassinos com dupla identidade e escusos financiamentos da C.I.A., além de soldados, adolescentes quase, preparando mísseis ao som de Rage Against the Machine"
BEM VINDOS!
https://soundcloud.com/paralaxebh/bin-laden-o-bruce-wayne…
...COMEÇANDO!
Dia 11 de setembro, taí a primeira música do "Quartzo"
Não dava pra ser outra: "Bin Laden é o Bruce Wayne"
Registrada primeiramente no disco "Under Pop Pulp Fiction" (2007) a canção aqui ganha elegante registro, arquitetado na maravilhosa linha de contrabaixo de Felipe Fantoni- um dos muitos colaboradores do disco (com calma vamos revelando os outros nomes que pintam no "Quartzo"). Destaque também para o solo de guitarra do Rafa, absolutamente soft e setentista, meio Steely Dan...
Fred HC dá a letra da letra... "Saiu depois de eu ler um post inflamado no Orkut sobre o Batman do Frank Miller. A música fala sobre alguém lamentando um relacionamento distante enquanto, sonolento diante da TV, é bombardeado por notícias de terrorismo, cavernas no Afeganistão com tecnologia hi-tech de bat-cavernas, heróis que pela sede de vingança parecem piores que vilões, assassinos com dupla identidade e escusos financiamentos da C.I.A., além de soldados, adolescentes quase, preparando mísseis ao som de Rage Against the Machine"
BEM VINDOS!
https://soundcloud.com/paralaxebh/bin-laden-o-bruce-wayne…
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
O que é o "Quartzo"?
#quartzo #dia01 #paralaxe10anos
O que é o "Quartzo"?
O que é o "Quartzo"?
É o novo disco da Paralaxe
Disco mesmo, um vinilzão
São oito músicas do repertório dos três discos anteriores da banda, registradas sem programas de computador, em ambiente totalmente analógico no estúdio Bunker, do produtor musical Anderson Guerra. “Em 2015 fazemos 10 anos do lançamento do nosso primeiro CD e então decidimos fazer um vinil que recontasse a nossa história. A ideia é que pudéssemos nos deslocar no tempo, ou, melhor, pudéssemos deslocar o lugar do tempo de análise”, diz Fred HC, vocalista da banda.
O disco de vinil foi gravado no estúdio em um dos poucos estúdios no país especializados em gravações analógicas, ou seja, abrindo mão da infinidade de recursos digitais que ocupam as gravações atuais e voltando ao velho esquema utilizado para a gravação de vinis e cassetes. “Um estúdio totalmente analógico, fita de 2 polegadas, microfones antigos, amplificadores velhos, enfim… pra sonoridade que buscávamos, pro lance de voltar no tempo, era perfeito”, garante o guitarrista Rafael Carneiro.
É a Paralaxe em traje de festa, completamente diferente de como conhecíamos.
Durante esse mês, vamos soltando aqui informações e músicas desse trabalho e recuperaremos arquivos da banda. É ritmo de festa, já diria o outro!
AMANHÃ É DIA DE MOSTRAR O PRIMEIRO SINGLE DO "QUARTZO": FIQUEM LIGADOS!
São oito músicas do repertório dos três discos anteriores da banda, registradas sem programas de computador, em ambiente totalmente analógico no estúdio Bunker, do produtor musical Anderson Guerra. “Em 2015 fazemos 10 anos do lançamento do nosso primeiro CD e então decidimos fazer um vinil que recontasse a nossa história. A ideia é que pudéssemos nos deslocar no tempo, ou, melhor, pudéssemos deslocar o lugar do tempo de análise”, diz Fred HC, vocalista da banda.
O disco de vinil foi gravado no estúdio em um dos poucos estúdios no país especializados em gravações analógicas, ou seja, abrindo mão da infinidade de recursos digitais que ocupam as gravações atuais e voltando ao velho esquema utilizado para a gravação de vinis e cassetes. “Um estúdio totalmente analógico, fita de 2 polegadas, microfones antigos, amplificadores velhos, enfim… pra sonoridade que buscávamos, pro lance de voltar no tempo, era perfeito”, garante o guitarrista Rafael Carneiro.
É a Paralaxe em traje de festa, completamente diferente de como conhecíamos.
Durante esse mês, vamos soltando aqui informações e músicas desse trabalho e recuperaremos arquivos da banda. É ritmo de festa, já diria o outro!
AMANHÃ É DIA DE MOSTRAR O PRIMEIRO SINGLE DO "QUARTZO": FIQUEM LIGADOS!
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Quartzo Dia 1
#quartzo #dia1 #paralaxe10anos
Começamos hoje as celebrações de UMA DÉCADA da PARALAXE
Neste nobre espaço teremos arquivos, notícias, e principalmente NOVIDADES
A mais importante tem essa cara maravilhosa que vocês estão vendo abaixo
A imagem não dá pistas, mas trata-se de um disco de VINIL
Chama-se "QUARTZO" e é nosso novo trabalho
Mais informações ainda hoje: FIQUEM LIGADOS
(Arte da capa by Eduardo Recife, falando nisso)
Começamos hoje as celebrações de UMA DÉCADA da PARALAXE
Neste nobre espaço teremos arquivos, notícias, e principalmente NOVIDADES
A mais importante tem essa cara maravilhosa que vocês estão vendo abaixo
A imagem não dá pistas, mas trata-se de um disco de VINIL
Chama-se "QUARTZO" e é nosso novo trabalho
Mais informações ainda hoje: FIQUEM LIGADOS
(Arte da capa by Eduardo Recife, falando nisso)
terça-feira, 8 de setembro de 2015
Insone
Se você lembrasse do que eu lembro talvez me desse um alento. Se você lembrasse mais ainda do que eu não lembro poderia me explicar melhor essas teorias que eu tenho quando acordado. Guarda-chuvas do self.
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
O mar serenou
só tenho nas mãos o que eu posso ter
o resto não é meu ou sou eu mesmo
misturado no invisível do ar pós Atlântida
somado na equação quântica dos impulsos
Steiner queria Decartes lido
Kant queria queria Hume num cântico
que operasse o inverso da sereia grega
guarda-chuvas do self
domingo, 30 de agosto de 2015
Senhor F
O universo é paralelo; a Paralaxe também.
Imagine uma cena em que um casal de pais conservadores é questionado, pela filhinha de quatro anos, a respeito do modo pelo qual ela veio ao mundo, como ela foi “produzida”. Já que a própria garotinha não acredita na tal da cegonha. Agora imagine a cara desse casal arquitetando uma possível resposta. Então, é praticamente desse mesmo jeito que muita gente fica ao tentar decifrar o tipo de som que a Paralaxe faz. A banda consegue realizar uma música bem peculiar, e isso não é exagero. Ela parece caminhar em um universo paralelo da música produzida por ai. O som é um misto de pop mais rock mais elementos eletrônicos mais letras com imagens fortes mais uma pancada de referências à cultura pop, cosmologia, arte, enfim, à vida. Seja ela qual for, terráquea ou marciana. Só mesmo escutando para se ter uma idéia. Paralaxe é um dos bons nomes representantes da nova safra musical de Belo Horizonte, mas o som é universal. Principalmente pelas letras que causam espanto e curiosidade. Alguns dizem que para escutar os discos seria preciso ficar com uma janela do Google aberta para procurar pelas citações e toda a gama de informações ali presentes. Isso também não é exagero. E mesmo com tanta informação, as músicas não se tornam herméticas. Pelo contrário, proporcionam curiosidade ao ouvinte. Funcionam como saudosas aulas de cultura pop e seus personagens mais estranhos, adorados, detestados, desconhecidos, etc. Mas não pense que esses personagens são meras figuras que estão do outro lado do mundo e não fazem parte do nosso mundinho real. Nós somos retratados nas letras da Paralaxe sim! O seu vizinho psicopata está lá, a babá que veio do interior, seu amigo estranho, enfim, todo mundo. Como “Clubber do Milharal”, história de uma garota que organizava raves no interior de Minas; “Retrato”, recortes e versos de Hendrix transportados para Saturno; “Acho que Passei do Tempo”, no qual um indivíduo faz a barba até sangrar para esconder-se do tempo que passou. Além de “Bin Laden é o Bruce Wayne”, que versa sobre... bem o nome já fala por si só; “Catch a Rising Star”, um épico contemporâneo de uma tal mulher que sai do interior em direção a um grande centro urbano; “Juliano Doido”, um atordoado conhecido da escola; entre tantas outras pérolas musicais espalhadas pelos dois trabalhos da banda, “Paralaxe” (2005) e “Under Pop Pulp Fiction” (2007). Os dois álbuns lançados contam com a formação de Fredhc (vocal e programações) e Rafael Carneiro (guitarra, baixo e teclado). Agora completam a trupe João de Deus Jr. (teclados e synths) e Giovanni Duarte (bateria), que fazem parte da transição da banda de um formato mais eletrônico para um mais “orgânico”. E o resultado dessa transição é um novo disco, em fase de pré-produção, com previsão de lançamento ainda em 2008. E enquanto o novo álbum da Paralaxe não aparece, vale a pena conferir os dois primeiros trabalhos, disponíveis para download no site/blog da banda (www.bandaparalaxe.blogspot.com). * Lafaiete Junior escreve para o site Alto-Falante e é colaborador de Senhor F.
Comentário:
Anônimo disse...
Estou quase convencido que "Janine", personagem central do conto "A mulher adúltera" de Camus seja a referência direta de "Catch a Rising Star". No conto do filósofo ela enfrenta um problema complexo: seu exílio é seu próprio corpo ( e na música: "seu corpo era o seu porto um lacaniano desafio..."). Embora Janine estivesse lá (em NYC), nada se assemelhava ao que havia imaginado. Há o problema das expectativas, das esperanças sempre alardeadas por Camus... O sentimento que se está vivendo num mundo estranho, num cenário diferente do que devia ser. No conto: "Janine não conseguia se arrancar à contemplação desses fogos à deriva. Girava com eles, e o mesmo caminhar imóvel unia-a, pouco a pouco, ao seu ser mais profundo, onde o frio e o desejo agora se combatiam. Diante dela, as estrelas caíam uma a uma (CATCH A RISING STAR???), depois extinguiam-se entre as pedras do deserto; a cada vez, Janine abria-se um pouco mais para a noite. Respirava, esquecia o frio, o peso dos seres, a vida demente ou imobilizada, a longa angústia de viver e morrer. (Na música: "...virou um fluido urbano americano sem refil, morreu no fim de março sem espaço em daily news..."
Imagine uma cena em que um casal de pais conservadores é questionado, pela filhinha de quatro anos, a respeito do modo pelo qual ela veio ao mundo, como ela foi “produzida”. Já que a própria garotinha não acredita na tal da cegonha. Agora imagine a cara desse casal arquitetando uma possível resposta. Então, é praticamente desse mesmo jeito que muita gente fica ao tentar decifrar o tipo de som que a Paralaxe faz. A banda consegue realizar uma música bem peculiar, e isso não é exagero. Ela parece caminhar em um universo paralelo da música produzida por ai. O som é um misto de pop mais rock mais elementos eletrônicos mais letras com imagens fortes mais uma pancada de referências à cultura pop, cosmologia, arte, enfim, à vida. Seja ela qual for, terráquea ou marciana. Só mesmo escutando para se ter uma idéia. Paralaxe é um dos bons nomes representantes da nova safra musical de Belo Horizonte, mas o som é universal. Principalmente pelas letras que causam espanto e curiosidade. Alguns dizem que para escutar os discos seria preciso ficar com uma janela do Google aberta para procurar pelas citações e toda a gama de informações ali presentes. Isso também não é exagero. E mesmo com tanta informação, as músicas não se tornam herméticas. Pelo contrário, proporcionam curiosidade ao ouvinte. Funcionam como saudosas aulas de cultura pop e seus personagens mais estranhos, adorados, detestados, desconhecidos, etc. Mas não pense que esses personagens são meras figuras que estão do outro lado do mundo e não fazem parte do nosso mundinho real. Nós somos retratados nas letras da Paralaxe sim! O seu vizinho psicopata está lá, a babá que veio do interior, seu amigo estranho, enfim, todo mundo. Como “Clubber do Milharal”, história de uma garota que organizava raves no interior de Minas; “Retrato”, recortes e versos de Hendrix transportados para Saturno; “Acho que Passei do Tempo”, no qual um indivíduo faz a barba até sangrar para esconder-se do tempo que passou. Além de “Bin Laden é o Bruce Wayne”, que versa sobre... bem o nome já fala por si só; “Catch a Rising Star”, um épico contemporâneo de uma tal mulher que sai do interior em direção a um grande centro urbano; “Juliano Doido”, um atordoado conhecido da escola; entre tantas outras pérolas musicais espalhadas pelos dois trabalhos da banda, “Paralaxe” (2005) e “Under Pop Pulp Fiction” (2007). Os dois álbuns lançados contam com a formação de Fredhc (vocal e programações) e Rafael Carneiro (guitarra, baixo e teclado). Agora completam a trupe João de Deus Jr. (teclados e synths) e Giovanni Duarte (bateria), que fazem parte da transição da banda de um formato mais eletrônico para um mais “orgânico”. E o resultado dessa transição é um novo disco, em fase de pré-produção, com previsão de lançamento ainda em 2008. E enquanto o novo álbum da Paralaxe não aparece, vale a pena conferir os dois primeiros trabalhos, disponíveis para download no site/blog da banda (www.bandaparalaxe.blogspot.com). * Lafaiete Junior escreve para o site Alto-Falante e é colaborador de Senhor F.
Anônimo disse...Estou quase convencido que "Janine", personagem central do conto "A mulher adúltera" de Camus seja a referência direta de "Catch a Rising Star". No conto do filósofo ela enfrenta um problema complexo: seu exílio é seu próprio corpo ( e na música: "seu corpo era o seu porto um lacaniano desafio..."). Embora Janine estivesse lá (em NYC), nada se assemelhava ao que havia imaginado. Há o problema das expectativas, das esperanças sempre alardeadas por Camus... O sentimento que se está vivendo num mundo estranho, num cenário diferente do que devia ser. No conto: "Janine não conseguia se arrancar à contemplação desses fogos à deriva. Girava com eles, e o mesmo caminhar imóvel unia-a, pouco a pouco, ao seu ser mais profundo, onde o frio e o desejo agora se combatiam. Diante dela, as estrelas caíam uma a uma (CATCH A RISING STAR???), depois extinguiam-se entre as pedras do deserto; a cada vez, Janine abria-se um pouco mais para a noite. Respirava, esquecia o frio, o peso dos seres, a vida demente ou imobilizada, a longa angústia de viver e morrer. (Na música: "...virou um fluido urbano americano sem refil, morreu no fim de março sem espaço em daily news..."
sábado, 22 de agosto de 2015
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Fausto Fawcett + VJ1mpar
"nada se cria, nada se perde, tudo se Transformer"
César Gilcevi, Fausto Fawcett e Fred HC
Sesc Palladium, Belo Horizonte-MG
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
Pré-audição Quartzo #3
Segunda pré-audição do Quartzo lá em casa em 07/08/2015
com Thiago Pereira, Eduardo Recife, Robert Frank Fabiano Fonseca, Rafael Carneiro
com Thiago Pereira, Eduardo Recife, Robert Frank Fabiano Fonseca, Rafael Carneiro
terça-feira, 28 de julho de 2015
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Pré-audição do Quartzo #1 - primeiríssima!
Nesse dia Rafael já estava com as caixas da Polyssom (três caixas num carrinho de supermercado) chegadas há pouquíssimos dias. Mandamos Whatsapp pro Baiano que marcou às 18:00h no Studio Bucker em Nova Lima (Vale do Sol), depois remarcou para às 21:30. Fomos lá com os vinis recém-chegados e roupas de frio para a primeira audição. Luciana e Marina também foram. Guilherme Castro (Somba) que assina os arranjos e e Ricardo Laf (fotógrafo) também estavam lá. Guilherme, profundo entendedor de vinhos, whiskys e Fadas-Verdes nos brindou com suas composições etílicas. Foi a minha primeira vez a ouvir um vinil meu. Noite mágica! #Paralaxe10anos #Quartzo
domingo, 21 de junho de 2015
O insone da Rua Cônego Getúlio
Se você lembrasse do que eu lembro talvez me desse um alento
Se você lembrasse mais ainda do que eu não lembro
poderia me explicar teorias que eu tenho
melhoraria minha vida enquanto acordado
Sobre dias de sol e de chuva,
sobre temporais e ruas sem nome
saí de casa e segui pela cidade pisando
apenas num tipo de calçamento branco,
bloco de concreto angulado que substituía o asfalto
saí até que ele se terminasse em rua já em terra de chão
nesse ponto parei e tornei a seguir as ruas calçadas,
dei meia volta, mas tirei os sapatos,
faz menos barulho, está quase amanhecendo
tornei a seguir não sem antes comtemplar aquela noite
escura e seu fim principiado
subi no telhado na minha casa
e fiquei lá da manhãzinha
aguardando o sol levantar forte
meus pais e mães dormindo logo abaixo
equilibrando, toquei violões para os vizinhos,
pro céu e para as árvores, acho que ninguém ouviu
as coisas são se dizem surdas enquanto falam conosco
acordei acordado, desci do telhado e sentei ao meio-fio
passei três meses sem dizer palavra, um bom tempo parado
o mundo não me apresentava possibilidades de viver na noite, somente
me decidi pela noite como extensão insone de mim mesmo
dos meus blocos de concreto anguloso roubados
voltei minha ata insana que concorda apenas com decisões tomadas
gosto de ver a chuva porque ela é sempre a mesma
é como se estivesse vendo algo que está fora do tempo
gosto de ver hoje porque nela lembranças param de ter sentido
hoje porque nos inventamos fora do tempo
há 10 anos porque seríamos dois eventos concorrentes
há 20 anos porque já me percebia seu fascínio
há 30 anos porque ainda estávamos nos conhecendo
e, daqui a dez anos, quando nos trataremos como milagres
O vendedor de flores de plástico (#2)
eu sei que você desconfia de mim
não é possível comércio às três da manhã
salvo por qualquer coisa que nos desfaça
de estar dormindo ou acordado
qualquer coisa menos essas flores de plástico
que te ofereço a um preço e um passo cifrado
faço isso não pelo adorno, mas pelo desvio
faço isso porque mais precisam de mim
do que eu preciso
você sabe que o que eu vendo não são flores
vendo meu trabalho de estar aqui sob a noite
não sei o que você tem usado, mas tenho, imaginado
se nesse caule se escondessem acusadas poeiras, neve
me acusam de comércio de contrastes
entidades de consumo lícitas para um lado e para o outro
O vendedor de rádios de carro
andava a noite e tinha um isqueiro
com o qual fazia sinais indecifráveis
códigos, gírias, rádios de carro
tudo era possível de ser passado
o sangue frio, o silêncio inflamado
o peso do corpo que pôs sobre o capô
abrira a porta do carro importado
ninguém sabia o que ele queimava
havia uma fogueira atrás da sua casa
talvez a fumaça enviasse comandos
nem um santo sabia o que ele ouvia
quando estava calado ou falando
era uma espécie de cabala mística
feita com objetos roubados
era uma espécie de romaria
com gírias e gestos calculados
tudo tinha um propósito
era tudo de caso pensado
sábado, 23 de maio de 2015
Bin Laden é o Bruce Wayne
Bin Laden
Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o taliban do Orkut, o barman em Beirute
curte o Cobain e o Leonard Cohen
depois daquela estrela já é segunda-feira
seu endereço na Praça da Bandeira
me dá corda pra essa prosa nonsense
o milionário do revange o Batman do C.I.A
e um litro de Almadén
mistura sua figura na minha cabeça
sou andarilho de Santa Tereza
me aguenta mais um pouco
falta tanto pro seu rosto desaparecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e não for o comissário e em for da Al-Qaeda
e nem for você
Bin Laden é o Bruce Wayne
você sabe disso eu sei
o Batman do Frank, o tanque ianque
tocava o Cobain também e até o Rage Against
e por ela andava a vista embaralhava
além do horizonte o front de batalha
em BH em Bagdá ou Israel
eh de viajar sobre tu piel
duas vezes antes o ctrl-alt-del
e até a Batgirl
escolhe um alter-ego nesse pulp-fiction
escolhe um gosto outro pro seu establishment
que te invento mais um rosto
que me invento mais um gosto
falta pouco pra acontecer
e o que é que eu vou fazer
quando o telefone me tocar na sala
e nem for o comissário e nem for da
Al-Qaeda
e nem for você
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