terça-feira, 31 de março de 2015

Done Heap


sábado, 28 de março de 2015

em algum show no passado


sábado, 14 de fevereiro de 2015

Charleville I



I

Quando eu nasci
ainda decidiam-se quais dylans
se diriam seus em desolation-rows

em Charleville ainda não se sabiam sons 
nem morrisons de paris-lost-tape-odeons

pra mim um não é quase um sim 
que se esmera em esconder-se 
no escuro de um poema claro

em Charleville ninguém podia esquecer 
que eu vim (viria ser)
eu mesmo escravo

II

Quando eu nasci
cinderella seems so easy 
e órfãos se afagariam em cinquenta-tons-de-cinza

em Charleville meu moonlight drive drive-me 
kata-ton-daimona-eaytoy noutra língua

pra mim um não é quase um sim 
talvez se vir vertigens
envergarem outra história

em Charleville eu sou o meu fiel escravo 
espelho joelho e lapso
de memória

III

meu moonlight-drive drive-me

domingo, 1 de fevereiro de 2015

A fistful of Gitanes




"Apreciei demais essa continuação inventada. A quanta coisa limpa verdadeira uma pessoa de alta instrução não concebe! Aí podem encher esse mundo de outros movimentos, sem os erros e os volteios da vida em sua lerdeza de sarrafaçar. A vida disfarça? Por exemplo"

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Sacre Coeur


sábado, 19 de julho de 2014

Seed Sense


quarta-feira, 4 de junho de 2014

Todos os Dias

pode vir em preto e branco pra mim
que eu sou capaz de construir recomeços
pode vir em cinza insone e jasmim
que sou capaz de apaziguar os erros

erros que eu não fiz
mas fizeram-se assim
e aqueles que você fez
trouxeram você pra mim

hoje é o erro mais feliz
de todos os dias que eu cometi

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Thiago Pereira: jornalismo cultural

http://thiagopereirajornalista.com.br

terça-feira, 29 de abril de 2014

segunda-feira, 10 de março de 2014

1:16

já deve ser quase seis da manhã
mas não me adianta dizer que horas são
cada oração tem sua hora e seu lugar
se é pra antes de dormir ou pra depois de acordar
se é pra antes de dizer ou pra depois de arrepender
se é pra pedir ou pra deixar exatamente como está
eu sou um resquício do que foi um dia ensolarado
eu sou o desperdício necessário
a um fim de dia despertado pelo fim da noite (essa madrugada)
que se desgarra e não tem horas e nem nada a declarar
cumpre dizer que as horas somem e assumem um palco farto de poesia
o sol já foi embora há horas, há dias,
disfarça bem que bem me disfarço
não adiantaria me dizer o que eu tento ou que eu faço

não adiantaria me dizer no tempo ou no espaço

domingo, 12 de janeiro de 2014

o modo de realização nos corpos


a extensão, como tal, mesmo a extensão material, grosseira, é uma perfeição. o modo de realização nos corpos é, certamente, extremamente defeituoso, exatamente como nosso pensamento discursivo é um modo de reflexão extremamente defeituoso

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

se ligue no Pelos

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

BINAH

numa noite fria e nevada
na praça mais célebre de manhattan
marcel duchamp mais 2 ou 3 caras
criaram a república livre e independente de washington square

numa noite de chuva fina e tiroteio
na rua mais molhada de ouro preto
getúlio vargas com mais dois ou três desesperos
criaram a república sulista que atiraria no estudante paulista

numa primavera de 1975
no pátio ideológico onde a gente sempre brincava
duas ou três espingardas kalashnikov
provocariam a overdose do binah cabalístico da onde beberíamos

até o infinito

daquela água turva da terceira margem do rio

domingo, 8 de dezembro de 2013

N


SALLY NÃO PODE DANÇAR

Assim que saiu do sono Sally não sabia mais dançar
misturada que estava e ainda seria talhada de anfetamina e amnésia
há poucas horas escapara da parada integralista que ocupava
st. marks place e a praça da sé sob seus sapatos
poderia ser 1984, poderia ser 1934, poderia ser de fato
um sonho without place avec un reve deplacé
mas a sanha de Sally acenando a saudação anauê
selara uma lista de nomes conhecidos à festa que fomos
saldara um levante seletivo de ressentidos neurônios
dentre eles plínio salgado, lou reed (seu pai sagrado)
lembrança do laquê nauseante de um show da beyoncé
aspergido de perto e escorrendo do rosto
que multi-avermelhara sua camisa verde-oliva:
vai Sally, ser nazi e gauche na vida

assim que saiu desse sonho
sentia que não poderia mais dançar como antes
não poderia mais desconhecer tompkins square
dado o seu fio viciado de ariadne transformer de youtube
cedeu meth, facebook, kenneth lane, red bull, absolut
admitiu nutrir-se do que mata e poderia morrer
pelo que ampara no peito à título de zueira e símbolo
em troca de hóstia e suástica, em troca de slogan e swàstya-yoga,
em troca de um litro de logan de doze e um amor qualquer que fosse
recolheria hoje seus restos irreconciliáveis
de pessoa física e peri-espírito inquebrantável

Call-me Sally e me desacelere
porque tomei quatro comprimidos e (os) preciso
de férias.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Opalescente


sábado, 22 de junho de 2013

Ao menino de 1918


LES TREIZE SOLEILS DE LA RUE

je ne sui pas d’accord avec votre histoire
soixante-huit mai paris ma petite amie… voilà
je voudrais disparu comme la bombe et l’état
mais avec toi l'imagination prend le pouvoir

porque que a rua é quase escura presque noir
fora seu olho de tristeza alegre e escassa. passará
la barricade qui ferme la rue mais ouvre la voie
continuará fora o foro mal armado e reaça
disfarçado de estrela pesada e leve que vestiu bege
ante a câmera espetacular que guy debord concede

ao vinagre derramado

hannah arendt postando memes de outro maio
arena brega do estado ao fim de mais um danton datado
cada um do seu próprio lado, marat de vinte centavos
le soleil de la rue saint-blaise esquece que são treze
(e treze é galo)

sábado, 13 de abril de 2013

Dos laboratórios platônicos



domingo, 17 de fevereiro de 2013

O corpo infenso


O corpo infenso a qualquer propósito hodierna-
mente além do horizontal das pernas sente que
a cama caberia aquém do infinito, mas só deste